Inverno de 2017 pode influenciar negativamente sementes

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O engenheiro agrônomo e assessor da Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul, Jean Carlos Cirino, levantou uma hipótese para a perda da qualidade das sementes de soja. Ele acredita que as temperaturas atipicamente altas para o inverno devem ser um fator importante no processo de deterioração da semente. Por outro lado, Cirino alerta que estratégias do produtor podem garantir a qualidade necessário para a nova safra, como a correta armazenagem.

“Aqueles que trabalham com sementes certificadas, sabem da importância da germinação e vigor deste insumo. O uso de resfriamento de sementes, aeração e armazéns específicos para armazenagem de semente, oferecem o necessário para a prevenção de qualquer problema na qualidade relacionado ao calor excessivo”, sugeriu o agrônomo.

No caso de sementes para uso próprio, Cirino orienta a realizar análise laboratorial para conhecer a qualidade fisiológica da semente, com índices de germinação e vigor. “Cada falha ocorrida, por metro linear, pode significar perda de até três sacos de soja por hectare. O agricultor não pode correr este risco. Ao tratar-se de semente para uso próprio, a importância da verificação da qualidade da semente é ainda maior, pois não segue nenhum tipo de padrão ou controle de qualidade”, explicou.

A Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul promove uma campanha contra o uso de sementes ilegais para garantir a qualidade das sementes da próxima safra. “Com a Campanha Contra a Pirataria de Sementes, queremos fomentar o uso de sementes certificadas e lembrar que sementes piratas podem trazer grandes prejuízos aos agricultores. Também é preciso alertar os produtores que o uso de sementes ilegais é uma prática considerada crime pelo código penal, onde o infrator está sujeito a penalidades que vão de dois a quatro anos de detenção, mais multa (Artigo 184 do Código Penal)”, destacou o diretor administrativo da Associação, Eduardo Loureiro da Silva. A Associação informa que a produção de sementes não registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento gera multas e ressalta que diminui os investimentos em pesquisa para algumas regiões.

Fonte: Agrolink

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