Tamanho, potencial e a atratividade comercial do mercado explorado da SciCrop

Nos últimos anos, um dos assuntos mais discutidos referente a disponibilidade de recursos em nosso planeta, é a capacidade produtiva da nossa agricultura. Não há dúvidas de que os crescentes impactos na cadeia produtiva, em especial a grande volatilidade climática, nos mostram um futuro preocupante quando pensamos na necessidade de alimentar mais de 9 bilhões de pessoas em 2050. A solução para esta realidade é quase um consenso: precisamos das fazendas do futuro, hoje!
Os impactos estão a nossa frente, diariamente observados com facilidade, quando identificamos os crescentes aumentos de preços devido a quebras de safras, por exemplo. Se para alimentar uma população atual estamos tão reféns desses impactos, como será daqui para frente?
A verdade é que segundo a USDA, anualmente se tem mais de US$ 1 trilhão desperdiçados devido a perdas proporcionadas por alterações climáticas, pragas, problemas logísticos, e pela própria forma de manejo. O mesmo manejo, que para muitos, inclusive, já atingiu seu limite de produtividade para os mecanismos que temos atualmente.
Não nos restam dúvidas para duas coisas: 1) mais do que uma atratividade comercial deste mercado, existe uma atratividade natural de sobrevivência da espécie humana, e já vemos isso nas diversas iniciativas de governos, em especial na Europa; 2) precisamos fazer algo, criar novos mecanismos, e a tecnologia é nosso melhor caminho.
Desta forma, a SciCrop surge como uma alternativa viável para proporcionar aos agentes da cadeia produtiva, meios de ultrapassar esta fronteira. O potencial de mercado está intimamente vinculado a esta nova realidade, na qual produtores rurais precisam tirar mais de suas terras, ao mesmo tempo que precisam a todo momento monitorá-las para evitar perdas. O mesmo ocorre para os agentes da cadeia, na qual a eficiência é a chave para o crescimento sustentável de suas operações.
Com tecnologia aplicada no campo, a SciCrop busca evoluir a agricultura, da era industrial para a era da informação, assim como naturalmente outros setores evoluíram para crescer. Não estamos mais falando de maquinários como mecanismos de incremento de produtividade, mas sim, de inteligência de dados a favor de otimização na aplicação de recursos limitados.
Uma série de pequenas empresas surgem nessa nova era, a SciCrop é uma delas. Atratividade elas tem, não é por menos que duas principais delas como Farmer Business Network e The Climate Corp, foram compradas por grandes corporações americanas, pela Google e pela Monsanto, respectivamente. Esta última pelo recorde de US$ 1 bilhão. Não temos dúvidas que AgTech está em voga, e é uma tendência de mercado.
No entanto, a SciCrop não quer ser apenas mais uma estrela nesse cenário. Em nossa visão, de nada adiantará uma evolução de eras, se estas pequenas empresas inovadoras continuarem a proporcionar apenas mecanismos para a base superior da cadeia produtiva. De acordo com a FAO, aproximadamente 80% de todo o alimento consumido no mundo é proveniente de pequenos agricultores. Considerando só o Brasil, estamos falando de 70%. Ou seja, a resposta está na base inferior da cadeia, apenas 1% das fazendas do mundo são maiores que 50 hectares, e 84% são menores do que 2 hectares (Fonte FAO: http://www.fao.org/docrep/019/i3729e/i3729e.pdf). E este é o diferencial da SciCrop.
A partir do momento em que a SciCrop disponibiliza suas duas principais linhas de produtos, Smart Farming e Big Data Analytics, ela também dá oportunidade a um custo acessível e de forma viável e escalável, às tecnologias das fazendas do futuro. E como já percebemos, ali é onde se encontra o verdadeiro mercado potencial. No acesso do pequeno produtor.
Não é à toa que estas linhas de negócio foram desenvolvidas. Esta é a realidade do Brasil, hoje o terceiro maior fornecedor de alimentos, responsável por cerca de 10% de todas as exportações agropecuárias mundiais. São mais de 5 milhões de estabelecimentos agrícolas. Mais de 65 milhões de hectares cultivados, podendo chegar à liderança mundial em 2024, com mais de 69 milhões de hectares.
Atualmente, segundo o CEPEA, só o ecossistema brasileiro gera mais de R$ 866,5 bilhões em valor por ano, cerca de 21% do PIB. Este valor está dividido na proporção de 10% com insumos, 24% com produção, 35% com a indústria alimentícia, e 31% com serviços. Soma-se a isso ainda, demais serviços adjacentes, a exemplo de seguros agrícolas, que apesar de serem apenas 19% no país, representam um total de R$ 1,5 milhão em prêmios anuais.
Pois bem, se este é hoje nosso mercado atingível, imaginemos a totalidade, o mercado potencial mundial. No mundo, segundo a FAO, são mais de 570 milhões de propriedades agrícolas produtivas, das quais 500 milhões são pequenas fazendas familiares. Estamos falando de um potencial de terras cultiváveis de 4,8 bilhões de hectares. Segundo o Banco Mundial, isto representa em valores cerca de R$ 8,4 trilhões anuais em agronegócio, além de mais cerca de R$ 10 bilhões em crédito e seguros por ano.
Por fim, paralelamente a todo este gigantesco mercado, cada vez mais identificamos uma realidade na composição agrária. De acordo com a FAO, o mundo vem vivenciando desde 1960 uma redução no tamanho médio das propriedades rurais e um aumento na quantidade. Não é difícil imaginar que em alguns anos a chave para potencializar a produtividade e alimentar nossa população, estará completamente nas mãos do pequeno produtor, justamente nosso target de mercado.
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About Jose.Damico
Damico tem 23 anos de experiência em tecnologia e é especialista em transformação digital. Em sua primeira empresa desenvolveu tecnologias pioneiras para e-learning e dispositivos de segurança da informação. Durante esse mesmo período foi co-fundador de uma startup de e-procurement ativa até hoje. Posteriormente, iniciou suas atividades na IBM. Foi engenheiro de software, e se destacou com o desenvolvimento da plataforma DB2 para análise de grandes volumes de dados, ainda nesta época foi eleito para o Technology Leadership Council da IBM. Durante 8 anos desenvolveu projetos inovadores, fundou uma startup de sistemas de segurança embarcados em processadores no Vale do Silício, investida pelo Intel Capital. Nos últimos anos, atuou como CIO e P&D em empresas de tecnologia focadas no mercado financeiro do Brasil e Europa. Ele também tem uma forte presença na comunidade internacional de software livre. Na SciCrop, José coordena todos os desenvolvimentos tecnológicos, aplicando o conhecimento de suas pesquisas inovadoras em big data e IOT para a agricultura.

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