Monitoramento de pragas deve começar na fase inicial das lavouras

Hora de plantar a segunda safra nas lavouras e também de monitorar as diferentes pragas que podem afetar o sistema de produção. Nesta época, o milho, o sorgo e o milheto são opções para o produtor de grãos, silagens e sementes. Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Paulo Afonso Viana, o aumento da população de insetos, em especial das lagartas, acontece em razão do uso intensivo de culturas, associado ao clima favorável. “Inicialmente, as lavouras são atacadas por lagartas que danificam a base do colmo das plantas. Posteriormente, ocorrem as pragas de hábito aéreo, que atacam as folhas, o colmo e as espigas”, diz.

Uma das principais espécies de insetos-praga da fase inicial das lavouras de milho, sorgo e milheto é a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus). Esta praga causa sérios prejuízos a essas culturas e a diversas outras das famílias das gramíneas e das leguminosas, principalmente quando ocorre um período de estiagem logo após a emergência das plantas.

Outras pragas que também merecem destaque, pela importância econômica dos danos que podem causar, são a larva-alfinete (Diabrotica speciosa), para o milho; a larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp), para o milho, o sorgo e o milheto; os corós (Diloboderus abderus, Eutheola humilis, Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.) e os percevejos barriga-verde (Dichelops furcatus e D. melacanthus), para o milho.

Para fazer um controle mais eficaz e evitar danos econômicos, o produtor deve pensar no complexo de pragas do sistema de produção como um todo e monitorar a praga desde o início, nas diversas culturas. “Para isso é necessário conhecer o histórico da área a ser cultivada, identificando os principais problemas fitossanitários apresentados ao longo dos últimos anos”, explica o pesquisador.

O segundo passo é realizar o monitoramento populacional da praga no campo e conhecer suas principais características biológicas. “É importante ressaltar que uma identificação incorreta do inseto pode acarretar insucesso nas medidas de controle”, afirma Viana.

Outras pragas

Existem outras pragas iniciais de ocorrência esporádica que também podem trazer prejuízos. As principais são a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), atacando a base do colmo da planta; a lagarta-rosca (Agrotis ípsilon), secionando o colmo; os tripes (Frankliniela williamsi), raspando o limbo foliar; e os cupins de hábitos subterrâneos dos gêneros Proconitermes e Syntermes, atacando as raízes. Em determinadas condições, essas espécies podem demandar medidas de controle antes de atingirem elevados níveis populacionais.

Para saber mais informações sobre as principais pragas que atacam as culturas, clique nos links: milho, sorgo, milheto.

Fonte: Embrapa

About Jose.Damico
Damico tem 23 anos de experiência em tecnologia e é especialista em transformação digital. Em sua primeira empresa desenvolveu tecnologias pioneiras para e-learning e dispositivos de segurança da informação. Durante esse mesmo período foi co-fundador de uma startup de e-procurement ativa até hoje. Posteriormente, iniciou suas atividades na IBM. Foi engenheiro de software, e se destacou com o desenvolvimento da plataforma DB2 para análise de grandes volumes de dados, ainda nesta época foi eleito para o Technology Leadership Council da IBM. Durante 8 anos desenvolveu projetos inovadores, fundou uma startup de sistemas de segurança embarcados em processadores no Vale do Silício, investida pelo Intel Capital. Nos últimos anos, atuou como CIO e P&D em empresas de tecnologia focadas no mercado financeiro do Brasil e Europa. Ele também tem uma forte presença na comunidade internacional de software livre. Na SciCrop, José coordena todos os desenvolvimentos tecnológicos, aplicando o conhecimento de suas pesquisas inovadoras em big data e IOT para a agricultura.

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