Sementes de milho: conheça as 315 cultivares disponíveis na safra 2016/17

A Embrapa faz o levantamento anual com o objetivo de dar ao produtor informações sobre cada cultivar na produção de milho

A Embrapa Milho e Sorgo, contando com a colaboração das empresas produtoras de sementes, divulga anualmente um levantamento com todas as cultivares de milho disponíveis no mercado. De acordo com a Embrapa, o objetivo é dar ao produtor informações sobre as características de cada cultivar para auxiliar os membros da cadeia produtiva de milho nas tomadas de decisão.

De acordo com o pesquisador Israel Alexandre Pereira Filho, dentre todas as tecnologias agrícolas hoje empregadas no cultivo, a semente de milho foi a que mais se desenvolveu nos últimos tempos. “Os avanços da biotecnologia promoveram grande impacto na produção de milho no Brasil e permitem flexibilidade de cultivo nas mais diferentes regiões e condições de clima e solo. Graças aos avanços genéticos, temos disponíveis cultivares mais responsivas, temos a incorporação de características como resistência a doenças, a insetos, assim como às moléculas de herbicidas, como glifosato, para o controle eficiente de plantas daninhas”, afirma o pesquisador.

Custo da semente

O custo da semente é significativo. Por isso, a escolha do material adequado é muito importante. Israel explica que não há uma única cultivar que possa ser considerada a melhor. “Em função da ‘tecnologia embarcada’ na semente, seu custo impacta consideravelmente o custo de produção. Portanto, a escolha correta da cultivar deve merecer toda atenção do produtor. Essa escolha deve atender às necessidades específicas de cada sistema produtivo, pois não existe um material que possa proporcionar o máximo potencial produtivo sem que sejam levadas em consideração todas as situações regionais.”

Cultivares na safra 2016/2017

Na safra 2016/17, o levantamento demonstra que estão disponíveis para os produtores brasileiros 315 cultivares de milho. Desse total, 214 materiais (67,93%) apresentam alguma tecnologia transgênica.

As 101 cultivares que completam o levantamento não têm nenhuma tecnologia transgênica. Os materiais convencionais representam 32,06% da relação total. “As cultivares transgênicas apresentam várias tecnologias responsáveis por grande parte de controle das lagartas que atacam a cultura, tanto na parte aérea quanto de solo, bem como a plantas resistentes ao glifosato e ao glifosinato”, diz o pesquisador Pereira Filho.

Em relação ao ciclo, das 315 cultivares relacionadas, 214 são precoces, 82 superprecoces, 10 semiprecoces, 5 hiperprecoces e apenas 4 são de ciclo normal. O pesquisador explica os tipos de materiais predominantes no mercado. “Pode-se observar o predomínio de sementes de milho com ciclo precoce e híbridos simples, tanto para híbridos convencionais como aqueles com algum evento transgênico. Grande parte deste resultado é atribuído ao posicionamento técnico destes materiais para o cultivo em segunda safra, após a soja“.

O levantamento aponta ainda que existem disponíveis no mercado materiais para uso múltiplo, direcionados para produção de grãos e para silagem. “Além das 155 cultivares posicionadas pelas empresas para o mercado específico de produção de grãos, há indicação de 156 cultivares que podem ser utilizadas também para produção de silagem. É possível encontrar ainda 4 cultivares que são indicadas para a produção de milho-verde”, diz o pesquisador.

Confira o levantamento completo da Embrapa com a tabela de cultivares aqui.

Fonte: Successful Farming

About Jose.Damico
Damico tem 23 anos de experiência em tecnologia e é especialista em transformação digital. Em sua primeira empresa desenvolveu tecnologias pioneiras para e-learning e dispositivos de segurança da informação. Durante esse mesmo período foi co-fundador de uma startup de e-procurement ativa até hoje. Posteriormente, iniciou suas atividades na IBM. Foi engenheiro de software, e se destacou com o desenvolvimento da plataforma DB2 para análise de grandes volumes de dados, ainda nesta época foi eleito para o Technology Leadership Council da IBM. Durante 8 anos desenvolveu projetos inovadores, fundou uma startup de sistemas de segurança embarcados em processadores no Vale do Silício, investida pelo Intel Capital. Nos últimos anos, atuou como CIO e P&D em empresas de tecnologia focadas no mercado financeiro do Brasil e Europa. Ele também tem uma forte presença na comunidade internacional de software livre. Na SciCrop, José coordena todos os desenvolvimentos tecnológicos, aplicando o conhecimento de suas pesquisas inovadoras em big data e IOT para a agricultura.

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